Natal, é Natal!
E muitas prendinhas,
Porque afinal, é apenas material,
Uma forma de calar as criacinhas.
Não importa África nem Indonesia,
Nada vale pequenitos a chorar,
Se fingem todos ter amnesia,
Para que se hão-de preocupar?
Oremos a Deus,
E ao seu nascimento!
Já que nada dá aos seus,
Oremos ao fingimento!
E o Papa apela,
Paz no mundo irmãos,
E morte na favela,
Pois ja isso, nao está nas minhas mãos.
E as ruas iluminadas,
Com montras coloridas,
Pessoas manipuladas,
Carteiras desfalecidas.
Assim é o mundo,
Já ninguem leva a mal.
Bem cá do fundo.
Desejo um feliz Natal.
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